Lion – Uma Jornada Para Casa ★★★

lioLion | Direção: Garth Davis| Roteiro: Luke Davies | Elenco: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, David Wenham, Abhishek Bharate, Priyanka Bose | Nacionalidade: Estados Unidos, Austrália e Reino Unido | Gênero: Drama | Duração: 1h59min |

Lion – Uma Jornada Para Casa possui os ingredientes certos para conquistar o público: ser baseado em fatos reais e contar uma história de superação. E ah, ter uma criança muito fofa como protagonista. É o caso da história de Saroo (Sunny Pawar) que se separa acidentalmente do irmão em uma estação de trem e acaba perdido milhares de quilômetros longe de sua casa na Índia. Sem entender a língua local da onde foi parar, Saroo vai se virando como pode. Entre um caso e outro que parecem que serão sua luz no fim do túnel, ele vai parar num orfanato e acaba sendo adotado por um casal australiano (olha que louco). Ao se estabilizar na casa nova e receber mais um irmão, Saroo tem a nova chance de recomeçar a vida confortavelmente. Quando adulto, o passado de Saroo (agora Dev Patel) volta a incomodá-lo quando se depara com algo que não podia ter quando criança na Índia. Isto será o engate para investigar onde está a sua família biológica. Porém, o problema é que ele nem sabe por onde começar, já que mal sabia pronunciar direito o nome da sua cidade natal quando se perdeu. Todos os obstáculos serão percorridos de de forma solitária. Saroo não quer demonstrar ingratidão à sua família adotiva e tampouco se permite desabafar com alguém esta dor de não saber onde está a sua mãe biológica.

Lion é dividido nestas duas partes e que infelizmente parecem não se encaixarem perfeitamente. Se no primeiro momento, o filme é extremamente emocionante e dramático, na segunda parte, as crises existenciais tomam conta de Saroo e deixam a narrativa arrastada. O roteiro escrito por Luke Davies parece ter perdido o tom na fase adulta do protagonista. Ao mesmo tempo que a vida de Saroo segue, paralelamente ele sofre calado com a busca que se determinou a fazer. E isto afeta todos que estão ao seu redor e ninguém parece compreender o que está acontecendo. Mas até que tudo seja esclarecido, leva um tempo desnecessário para o drama. Não que Dev Patel não esteja bem em cena. Ao contrário, ele resgatou as mesmas características do pequeno Saroo que nos fazem torcer por ele durante o filme. Principalmente o fato dele ser tão carinhoso e protetor com sua família. Ele também repete o consolo que o pequeno Sunny Pawar oferece quando flagra a mãe Sue Brierley (Nicole Kidman) chorando no escuro. Aliás, a atriz está incrível no papel da mãe adotiva de Saroo. Desde do início, ela é dócil e demonstra todo o amor que quer dar aos seus filhos. O discurso em que revela o por quê de ter adotado duas crianças é emocionante e muito potente. Este momento é o meu preferido do filme e é possível sentir cada palavra que ela solta. Ela menciona que ajudar duas crianças órfãs dariam um significado maior tanto à sua vida quanto o da criança. Apenas reforçando o mesmo pensamento que tenho sobre adoção.

Enfim, Lion – Uma Jornada Para Casa traz uma mensagem poderosa sobre adoção e da incrível mudança que isto proporciona na vida de uma pessoa. Sejam os pais ou as crianças. É um filme representativo e significativo, reforçando que é preciso ter uma solidariedade maior ao próximo. Além de ser uma jornada de autoconhecimento que ajudará na formação da personalidade do filho adotivo. Saroo mesmo diz que não há mais caminhos obstruídos. O seu passado agora está em paz e o futuro pode ser preenchido com o que ele quiser.

Jackie ★

jackieDireção: Pablo Larraín | Roteiro: Noah Oppenheim | Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt, Caspar Phillipson, Lyndon B. Johson | Gênero: Drama | Nacionalidade: Estados Unidos | Duração: 1h40min |

Jackie é um dos filmes que mais me decepcionou neste início de temporada. Depois de tantos elogios em Festivais, críticas enaltecendo a performance de Natalie Portman e rumores de muitos Oscars para a produção, inclusive de Melhor Atriz para Natalie, eu só podia acreditar que se trataria de uma grande obra conduzida pelo estreante em terras norte-americanas, Pablo Larraín. Mas como canta Lady Gaga: era apenas uma perfeita ilusão. Desde dos minutos iniciais, a tentativa do clima intimista toma conta aos nos colocar como testemunhas do encontro entre Jackie Kennedy (Natalie), recém viúva do ex-presidente John F. Kennedy, com o jornalista da revista Life, Theodore White (Billy Crudup). Ele que tratará de relatar a dor da ex-primeira-dama dos Estados Unidos após duas semanas da tragédia que matou Kennedy em um desfile em carro aberto em Dallas, no Texas, em novembro de 1963. Este acontecimento acabou marcando muito mais a marca Kennedy na história do país do que os feitos de John na Casa Branca. Algo que se torna muito evidente durante o desenrolar do drama que só comprova que a grande preocupação da família Kennedy era não se tornarem esquecível pelo povo. Jackie faz questão de deixar isto claro durante a cena em que acompanha o despachar do corpo do marido. Esta cena, assim como outras do filme, mostra como a personagem é superficial em se preocupar apenas com as aparências do que com a perda do homem que amava. Em nenhum momento é possível sentir esta conexão entre Jackie e seu marido. Não há uma história, uma imagem ou qualquer detalhe em que seria possível entender aquele relacionamento. Há apenas a pose fria e calculista de Jackie em planejar o funeral em um desfile de grande porte para encerrar a sua passagem na Casa Branca. Na verdade, não há contexto e aprofundamento algum sobre a história e a personalidade de Jaqueline Kennedy.

É arriscado em querer conhecer alguém a partir de algum ponto específico na vida desta pessoa. Em Steve Jobs, a execução funciona perfeitamente pois são três fases que se encaixam lindamente na história deste personagem. Em Jackie, a condução é instável, oca e extremamente fútil, e acabou me provocando uma impressão um tanto arrogante da ex-primeira-dama que só choraminga para o repórter, quando não é grosseira sem motivo algum. Jackie parece ser mais um documento do quanto a “classe média também sofre” do que um registro de dor emocional e do choque de testemunhar a morte do marido. Confesso que fico dividida quanto a atuação de Natalie Portman em cena pois sua performance é no mínimo questionável. Se por um lado, ela apresenta tecnicamente os trejeitos da ex-primeira-dama, pelo outro, a atriz não entrega nenhuma alma ao personagem. Natalie não fez mais que a obrigação de ter estudado para se aparecer com a Senhora Kennedy, mas isso não foi o bastante. Claro, o roteiro e a direção do filme pouco ajudaram a desenvolver uma mulher mais simpática e interessante. A produção entregou apenas a forma física e esqueceram de dar alguma humildade a personagem-título. O sotaque estranho (e irritante), o andar rígido e a expressão facial totalmente paralisada mostram a competência técnica de Natalie, mas está longe de ser algo totalmente plausível de ser uma interpretação boa e completa. Vocês reclamam tanto que Meryl Streep não deveria ser indicada este ano por Florence – Quem É Essa Mulher?, que eu digo que foi Natalie que roubou a vaga de Amy Adams.

Jackie falha ao tentar nos entregar um relato humanista desta personagem ícone para a história dos Estados Unidos e inacessível para o povo. O clima intimista que mencionei anteriormente foi apenas uma tática da direção de querer dramatizar, e até de poetizar, a situação que Jackie passa, mas na real, acaba tornando o filme chato pra caramba. Larraín errou em querer posicionar os personagens como se estivessem chocados com a tragédia e acabou os deixando entediados com os eventos do longa. Parece que um assassinato transmitido ao vivo em rede nacional é a coisa mais banal que pode acontecer a eles. Você só vai realmente sentir alguma coisa quando Natalie Portman chora verdadeiramente em frente ao espelho enquanto limpa o sangue na sua roupa. No demais, é muito brega seus momentos em que compara o falecido marido ao musical Camelot e se embebeda enquanto veste seus melhores vestidos. São maçantes suas conversas sem sentidos com o padre interpretado por John Hurt, um de seus últimos papéis no cinema antes de falecer, que inclusive, é o único destaque positivo do longa. Enfim, Jackie teria tudo para ser um filme em que poderíamos conhecer o íntimo de uma figura política que poderia ter se revelado um mulher surpreendente ao mostrar que as primeiras-damas são mais que um acessório decorativo. Mas infelizmente, o longa de Pablo Larraín perdeu esta chance de fazer história.

O melhor do tapete vermelho do BAFTA

BRITAIN-ENTERTAINMENT-FILM-AWARDS-BAFTA

E a noite de domingo também teve tapete vermelho, mas lá nos lados da Europa, com o BAFTA 2017. Considerado o Oscar britânico, a premiação consolidou ainda mais o bom momento que Emma Stone vem tendo na temporada. A atriz conquistou seu quarto prêmio seguido de Melhor Atriz pelo musical La La Land: Cantando As Estações. E já a consideramos a nossa favorita também no tapete vermelho com esta sobreposição e calça tudo da Chanel. Assim como ela, outras atrizes aderiram ao brilho para prestigiar a premiação que contou com a presença da princesa Kate Middleton.

Emma Stone veste Chanel Couture

Emma Stone veste Chanel Couture

Michelle Williams veste Louis Vuitton

Michelle Williams veste Louis Vuitton

Nicole Kidman veste Armani Privé

Nicole Kidman veste Armani Privé

Sophie Turner veste Louis Vuitton

Sophie Turner veste Louis Vuitton

Daisy Ridley veste Roland Mouret

Daisy Ridley veste Roland Mouret

Emily Blunt veste Alexander McQueen

Emily Blunt veste Alexander McQueen

Kate Middleton veste Alexander McQueen

Kate Middleton veste Alexander McQueen

Meryl Streep veste Givenchy

Meryl Streep veste Givenchy

Viola Davis veste Jenny Packham

Viola Davis veste Jenny Packham

Isabelle Huppert veste Chloe

Isabelle Huppert veste Chloe

Cinquenta Tons Mais Escuros ★

fiftyFifty Shades Darker | Direção: James Foley | Roteiro: Niall Leonard | Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Marcia Gay Harden, Kim Basinger, Hugh Dancy, Eric Johnson e Rita Ora | Gênero: Romance | Nacionalidade: Estados Unidos | Duração: 1h58min

Após o lançamento de Cinquenta Tons de Cinza, o primeiro de uma saga baseada na trilogia literária escrita por E.L. James, Cinquenta Tons Mais Escuros teria a vantagem de aprender e não repetir os erros do longa anterior. Que nada. A sequência consegue proporcionar mais uma vez uma onda de risadas do que de suspiros excitantes com conto de fadas erótico protagonizada por Anastasia Steele (Dakota Johson) e Christian Grey (Jamie Dornan). Dirigido por James Foley, Cinquenta Tons se revela uma história inverossímil, boba e cheio de frases antiquadas e vazias. A saga Crepúsculo chega a ser mais realístico perto de tantos conflitos que ocorrem no romance deste casal que de sedutores, não provocam nem a curiosidade dos mais danados.

O filme começa a partir da nova rotina entre Anastasia e Grey que romperam o contrato após o empresário ter “revelado” seu lado sombrio para a jovem. Ciente de que não estava em um relacionamento saudável e que era bastante abusivo, a personagem resolve aproveitar que está na posição de decidir se este namoro continua ou não, ela propõe um novo acordo para Grey: sem regras, sem contratos e sem segredos. Sem pensar duas vezes, ele aceita. Contrariando todos os termos que criou para si durante a vida. Assim como este amante sádico, Anastasia parece ter um temperamento bipolar infantil. Ora diz que não quer ser espancada, ora diz que quer ir pro quarto vermelho. Ela quer ser independente, mas não assume os compromissos do trabalho quando o namorado discorda de uma viagem com o chefe. Enfim, são regras instáveis desta versão 2.0 do relacionamento que até então era uma novidade na vida de Grey. E por conta disso, reaparecem duas antigas submissas que não aparentam terem superado o fim do contrato e querem saber por que Anastasia foi a escolhida e elas não. Parece e é muito absurdo tudo isso.

Eu quis dar uma chance para Cinquenta Tons Mais Escuro, mas a cada sequência parece ser mais difícil de aceitar as aventuras que Anastasia e Christian apresentam para o público. Sem contar as cenas de sexo que de erótico apenas deixam a promessa. O diretor parece mais preocupado em iniciar as preliminares do que chegar até o clímax. E mais uma vez, vou adotar o discurso da super exposição do corpo feminino nos filmes de Hollywood, já que Dakota aparece completamente nua diversas vezes enquanto que Jamie mal tira as calças durante a transa. E não é apenas uma, mas todas as vezes que eles transam. As performances sexuais também são medrosas pois assim como a própria atuação dos atores, não há intensidade e nem um relaxamento entre o casal. Dakota pede que Christian lhe faça oral, mas ela não abre as pernas para receber. A gente quer sexo, a gente quer ver pegação, a gente quer homem pelado, a gente quer safadeza, seu diretor!

Cinquenta Tos Mais Escuros apresenta uma trilha sonora muito mais sedutora do que história exibida. Com canções de Sia (Helium), Halsey (Not Afraid Anymore) e a minha favorita com ZAYN e a argh Taylor Swift (I Don’t Wanna Live Forever), o erótico se fará mais presente no nosso imaginário com estas músicas do que com ação na tela. Infelizmente, este vai ser o único fator positivo do longa inteiro. O roteiro falha ao criar tantas situações fúteis que em minutos são resolvidas porque o dinheiro compra tudo, Christian falou com alguém ou o amor é mais forte. A dupla protagonista é rígida e fraca em querer conquistar a nossa simpatia. Dakota Johson possui uma fala baixa e inexpressiva. Jamie Dornan é outro que feliz ou irritado, não percebemos a diferença. Kim Basinger faz uma participação inútil e um tanto embaraçosa. Enfim, Cinquenta Tons Mais Escuro se revela mais um apanhado de constrangimentos alheios que esqueceu que estamos no século 21 e que não precisamos ter vergonha de falar de sexo, conto de fadas com castelos, helicópteros e iPhones não existem, e principalmente de que a palavra submissa é perigosa para continuar romantizando nos tempos de hoje, mesmo que indiretamente, não é um bom exemplo. Literalmente, Cinquenta Tons Mais Escuro não é um bom exemplo.

Um Limite Entre Nós ★★★

fences1Fences | Direção: Denzel Washington | Roteiro: August Wilson  | Elenco: Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson e Saniyya Sidney | Gênero: Drama | Nacionalidade: Estados Unidos | Duração: 2h27min

Assim como Estrelas Além do Tempo, Um Limite Entre Nós também é outro filme que tem toda sua força concentrada nos protagonistas da história. Baseado na peça homônima Fences de August Wilson, o grande triunfo do longa são as atuações impecáveis de Denzel Washington e Viola Davis. Os mesmo deram vida aos personagens no teatro, conquistaram o Tony Awards e retornaram novamente em cena sob direção do ator que se encarregou de deixá-lo exatamente como a peça original. Ambientado na sua maior parte na casa de Rose (Viola) e Troy (Denzel), o drama principal gira em torno deste casal que abriu mão de seus objetivos para sustentar uma família. Troy vai trazer sempre o passado de volta ao presente e de como ele não se cansa de contar sobre as desgraças que lhe aconteceram desde do dia que nasceu. Os diálogos são a forma condutora de como iremos ir a fundo na história destes personagens.

Escrito pelo próprio autor da peça que morreu em 2005 e deixou o roteiro pronto para ser filmado, Um Limite Entre Nós é um filme teatral. Tudo é coreografado assim como acontece em uma peça. Há o tempo de entrada de cada ator e as falas são milimetricamente controladas, e completamente mastigadas para o espectador. O problema é a velocidade com que tudo acontece. Não há um tempo para recuperação de fôlego com tamanhas informações que recebemos. Sem contar que inicialmente, o filme demora a nos prender até que algum ponto determinante mexa realmente com o povo todo. E o fato do longa ser passado em um único local aumenta o clima teatral. Porém, este é um detalhe importante. A casa se torna um elemento essencial para todos os conflitos. Traduzindo, “fences” significa “cercas” (que seria o título no Brasil) e há diversos questionamentos entorno da palavra para o que acontece na família. A cerca que Rose quer para seu quintal é para manter a família mais próxima ou para afastar as pessoas que ameaçam esta união? Se a família não possui nada de valor material, por que criar esta proteção? Há alguém de fora que quer algo simbólico de Rose? Mesmo com os contratempos que ocorrem, a cerca continua útil para a casa? E como o tema beisebol também vem à tona, várias regras do esporte também servem como guia na vida da família.

Denzel Washington consegue provocar todos os sentimentos possíveis enquanto atua e só por este fator, o ator merece todo o reconhecimento que vem recebendo. Washington entrega um trabalho excepcional que enriquece a obra com seus diálogos, sua expressão facial e qualquer depreendimento com a simpatia do público. O papel de Troy é complexo, enigmático e azarado, e ele vai te incomodar e é pra isso que está ali. Vê-lo em ação me deixou perplexa e ao mesmo tempo fascinada. Vai entender. Mesmo que o filme seja sobre este ex-jogador de beisebol, a história também se sustenta fortemente com Viola Davis. A personagem Rose é tanto a base quanto o gatilho na vida de Troy. Se ela sabe amaciar este cara amargurado, Rose também sabe rebater as “bolas curvas e retas” que ele lança sobre ela. Em uma interpretação intensa, Viola Davis é o grande charme da produção. Ela ultrapassa qualquer limite de emoção com seus discursos e ensinamentos. Os momentos em que enfrenta o marido e passa um sermão no filho são os que mais definem o filme. Perceba que no ato final, Rose consegue manter mais respeito dentro de casa, com um “sim, senhora”, do que Troy jamais conseguiu com sua personalidade autoritária herdada de seu pai durante toda a sua vida.

Esta é a principal sina que é repassada de geração em geração como é registrada no filme. Se Troy não possuía um bom relacionamento com o pai, tampouco construiu um com seu filho Cory (Jovan Adepo). O que cada um não percebeu foi que cada luta armada foi o que construiu a personalidade de cada. Assim como Rose disse durante a história, os “pais sempre vão querer que os filhos se tornem tudo o que eles não foram, mas ao mesmo tempo querem que sejam iguais ao que são”. Então é questão de se adequar a isto ou deixá-lo se adequar a você. Mais um grande ensinamento de Rose Lee ❤ para nossas vidas. Um Limite Entre Nós é basicamente resumido a isto: mágoas despejadas e lavação de roupa suja, mas fortalece que a comunicação é o suficiente para não reconstruir as “cercas” dos outros.

Estrelas Além do Tempo ★★★

estrelas2Direção: Theodere Melfi | Roteiro: Alison Schroeder, Ted Melfi, Lori Lakin Hutcherson | Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali, Aldis Hodge, Glen Powell e Kevin Costner | Gênero: Drama | Nacionalidade: Estados Unidos | Duração: 2h07min

A consagração do elenco de Estrelas Além do Tempo no último Screen Actors Guild Awards (SAG) comprova que a força do filme está no trio formado por Janelle Monae, Taraji P. Henson e Octavia Spencer. Baseado na histórica verídica da física e cientista espacial Katherine Johnson, a matemática Dorothy Vaughan e da engenheira aeroespacial Mary Jackson, que enfrentaram o dobro do preconceito em seu espaço de trabalho, não por serem mulheres em uma área dominada por homens, mas por serem negras. Elas foram muito mais que mão de obra na NASA, mas o cérebro em toda operação que lançou em órbita o astronauta John Gleen, marcando pra sempre a história dos Estados Unidos na corrida espacial que disputavam com os russos na época.

Estrelas Além do Tempo é um filme gracioso e produzido para homenagear estas três mulheres que muito foram subestimadas por causa da cor da pele do que por sua capacidade profissional. A homenagem serve para tirá-las do anonimato e dar voz, rosto e brilho aos feitos conquistados durante o período que trabalharam na agência espacial. O longa dirigido por Theodore Melfi é narrado de forma bem tradicional e sem surpresas ou alternativas na sua projeção, deixando o filme um pouco monótono em algumas situações. Por isso que a força de Estrelas está concentrada na interpretação do trio vencedor do SAG Awards. Taraji P. Henson entrega uma interpretação até então inédita para mim que apenas conhecia Cookie, de Empire. De forma comedida e ao mesmo tempo marcante, a atriz suaviza a sua expressão, mas sem perder a sua “atitude Taraji”. Quem também se destaca é a cantora Janelle Monae que atua com uma naturalidade ótima para sua estreia nos cinemas. Apenas Kirsten Dunst, que se apresenta de forma tão depressiva que parece que foi obrigada a participar do filme, poderia ter sido dispensada do elenco e interpretada por uma novata.

Sem qualquer pretensão de ser um filme maior que os demais concorrentes no Oscar, Estrelas Além do Tempo é marcado especialmente pela interpretação destas três atrizes fortes em cena. Apesar de ser considerado um drama, o longa tem seus toques cômicos durante a projeção e que aliviam um pouco a tensão com tantos empecilhos, que ironicamente não é a vida que coloca no caminho, mas os humanos. Com vários momentos emocionantes, cada personagem será capaz de fazer qualquer um lacrimejar com suas atitudes. Seja no roubo de um livro, na audiência com um juiz ou simplesmente com um pedido de casamento, o registro da vida de cada mulher de Estrelas Além do Tempo revigora a representatividade negra nos cinemas. E principalmente, alimenta a esperança de um mundo mais igualitário com Katherine, Dorothy e Mary dando o primeiro passo para esta caminhada.

O melhor do tapete vermelho do #SAGAwards

Na noite desse domingo aconteceu a 23ª edição do Screen Actors Guild Awards, premiação do sindicato de atores de Hollywood que prestigiam seus colegas preferidos da temporada. Claro que nós, amantes de cerimônias cinematográficas, não deixamos de acompanhar os melhores da noite, tanto em cena quanto no tapete vermelho. Separamos as atrizes que mais se destacaram com seus looks divinos no #SAGAwards. Entre elas, estão as protagonistas do filme Estrelas Além do Tempo, Janelle Monae, Octavia Spencer e Taraji P. Henson que conquistaram o principal prêmio da noite de Melhor Elenco.

Taraji P. Henson

Taraji P. Henson veste Reem Acra

Janelle Monae

Janelle Monae veste Chanel

LOS ANGELES, CA - JANUARY 29: Actor Octavia Spencer attends the 23rd Annual Screen Actors Guild Awards at The Shrine Expo Hall on January 29, 2017 in Los Angeles, California. Alberto E. Rodriguez/Getty Images/AFP

Octavia Spencer veste Tadashi Shoji

Kirsten Dunst

Kirsten Dunst veste Christian Dior

Emma Stone

Emma Stone veste Alexander MCQueen

Gina Rodriguez

Gina Rodriguez veste PatBo (marca brasileira da estilista mineira Patricia Bonaldi)

Chrissy Teigen

Chrissy Teigen veste Dion Lee

Amy Adams

Amy Adams veste Brandon Maxwell

Kerry Washington

Kerry Washington veste Cavalli Couture

Viola Davis

Viola Davis veste Vivienne Westwood

Sofía Vergara

Sofía Vergara veste Zuhair Murad